quarta-feira, 5 de junho de 2013

Faroeste Caboclo e o Brasil marginalizado.

Saio do cinema nessa quarta-feira, na sessão das 18:40h e em véspera de prova de fim de semestre meio aérea. Assisti Faroeste Caboclo, e é difícil tirar a cabeça da história e voltar pra vida. Lembro que quando era mais nova, eu e meu irmão colocávamos o cd do Legião Urbana no carro da minha mãe e tentávamos decorar a letra da música; confesso que até hoje ainda não consegui fazê-lo por completo. Mas mesmo sem saber todas as palavras, a mensagem que elas passam é clara - e retratam as histórias dos tantos Joãos que vivem Brasil afora.
Longe de querer fazer uma crítica do filme, meu objetivo é deixar registrado que essa bela obra do cinema nacional é tocante e muito bem feita. A cada referência sutil que o filme faz à música, lágrimas brotam nos olhos sem que sequer percebamos. Isso porque João de Santo Cristo, por ser a cara de milhões de brasileiros negros, pobres e marginalizados que, sem medo, enfrentam a vida da melhor maneira possível e sem entender muito bem como essa tal vida funciona, fala diretamente à todos nós que estamos sentados na sala de cinema e nos obriga a pensar (e repensar) sobre a vida, a injustiça, a desigualdade social, o racismo, as dificuldades e o amor - tudo isso enquanto, mentalmente, cantarolamos a música de Renato Russo.

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